Por Fernanda Melo

 

                        NOVA PREVIDÊNCIA: A REFORMA NA DIGNIDADE DAS MÃES

É comum, no mundo contemporâneo, a comemoração do Dia das Mães em todo segundo domingo de maio. Essa data já se tornou sinônimo de afeto, carinho, consideração pelas genitoras, contudo, também símbolo de consumismo. 
Mas nesse texto iremos fugir dos clichês desse dia, vamos partir do seguinte ponto : do que adianta existirem datas comemorativas para engrandecer a figura feminina se no restante de todo ano, mulheres são o principal alvo de desigualdades? 
Atualmente as mulheres tem tomado consciência sobre a igualdade de direitos e quando tudo parece tomar um rumo positivo, surge algo como a Nova Proposta de Reforma da Previdência, que tira toda dignidade do ser humano. 
Desde o anúncio da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Reforma da Previdência, por parte do Governo Temer, em dezembro de 2017, o Brasil está em declínio.
À medida, que eleva o tempo mínimo de contribuição em carteira de 15 para 25 anos e fixa a idade mínima para requerer a aposentadoria em 62 anos, é especialmente prejudicial às trabalhadoras mulheres e têm impacto ainda maior sobre as mães.
Para especialistas, um dos principais argumentos de defesa do projeto, por parte do Governo, é também a sua grande incoerência: a generalização e a homogeneização da população brasileira. Ao propor uma Reforma “para todos”, o Governo não leva em conta centenas de indicadores sociais sobre a desigualdade de gênero. Estudiosos apontam que as mulheres não descansam mesmo quando estão em casa: mais de 90% declararam realizar trabalho doméstico, em oposição a 50% dos homens.
Além disso, a proposta deixa de lado a diferença fundamental entre igualdade e equidade. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a jornada de trabalho da mulher (incluindo os afazeres domésticos) é de 55 horas, enquanto a do homem é de 50. Isso significa que as mulheres, mesmo tendo jornadas duplas e triplas, terão de trabalhar cinco anos a mais para terem o direito de se aposentar.
O momento é cercado por novos meios de comunicação, fake news e desinformação, mas precisamos listar pontos em que as mulheres serão mais prejudicadas com a Reforma e que a partir disso, gere curiosidade para que todos se informem de fato.
A reforma da previdência significa trabalhar mais no caso das mulheres, a crítica levantada é que elas serão ainda mais afetadas que os homens, pois a mulher que trabalha, em regra, também cuida da casa e dos filhos (dupla jornada). Além de ter que executar serviços domésticos, as trabalhadoras verão aumentado seu tempo de contribuição para a previdência.
É difícil falar em benefícios da reforma; é complicado inserir qualquer palavra positiva neste contexto. A verdade é que é preciso se estabelecer duas coisas: 1. A reforma é ruim e 2. Não tem saída viável para a previdência sem que se realize a tal reforma.
Porém é necessário um amplo diálogo com a sociedade para que esta reforma seja justa para todos.

"Quem nasce para dar vida e amor merece dela o melhor. Para todas as mães um agradecimento profundo"! Autor desconhecido

FONTES: 
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HYPERLINK "https://www1.folha.uol.com.br/…/mulheres-sao-maioria-entre-…https://www1.folha.uol.com.br/…/mulheres-sao-maioria-entre-…

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